1990 - Ipatinga (MG), Brasil
Nascida em Ipatinga-MG,1990, vive e trabalha em São Paulo-SP. Em 2020, iniciou sua transição de gênero, assumindo-se publicamente uma pessoa trans não-binária (ela/dela), momento que passa a utilizar o nome Lume Ero. Sua pesquisa aproxima os conceitos de máquina, corpo, identidade e erotismo em uma poética própria, onde entende por máquina não apenas aparatos tecnológicos, mas qualquer tipo de conjunto produtivo de forças, sejam elas técnicas, sociais, semióticas, sexuais ou agenciadoras de carnificinas. No caso de seus trabalhos, vão desde a transformação de seu corpo em crise à maquinações sobre relacionamentos amorosos; tecnologias e hackeamentos de gênero; necropolítica; e a memória de um massacre de metalúrgicos presente em sua história familiar, promovido por uma siderúrgica no Vale do Aço, em sua cidade natal.
Bacharel em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG; recebeu Prêmio Aquisição, 48 Salão de Arte Luiz Sacilotto, Santo André-SP, 2020; e Prêmio Residência Camelo, Festival Camelo de Arte Contemporânea, Belo Horizonte-MG, 2016. Sua primeira exposição individual, Quando a Noite Chegar Desliguem as Máquinas, foi realizada no Centro Cultural UFMG, Belo Horizonte-MG, em março de 2020. Participou também de exposições coletivas, tais como o 16 Salão Nacional de Arte Contemporânea de Guarulhos, 2020, Guarulhos- SP. 48 Salão de Arte Luiz Sacilotto, Salão de Exposição do Paço de Santo André, São Paulo 2020. Arte Londrina 8 – Espaços Íntimos, Divisão de Artes Plásticas – UEL, Londrina-PR 2020. Salão de Outono, Memorial da América Latina, São Paulo-SP, 2017. Tudo é Tangente, Memorial Minas Gerais Vale, Belo Horizonte-MG, 2016. Surrealismo Tenerife, Círculo de Bellas Artes de Tenerife, Espanha, 2015; e das residências artísticas Obras em Construção, Casa das Caldeiras, São Paulo-SP, 2017, e Residência Camelo, Casa Camelo, BH-MG, 2016.