1942-2011 - São José do Rio Pardo (SP), Brasil - São Paulo (SP), Brasil
Obras de Antonio Vitor integram acervos dos importantes MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo) e Pinacoteca do Estado.
Filho de lavradores, Antonio Vitor nasceu em São José do Rio Pardo, no interior paulista, e veio com a família para São Paulo com um ano de idade, para o bairro Cambuci. Aos cinco anos, mudou para outro bairro paulistano, Guaianazes, onde viveu por mais de três décadas.
Em 1966, Frequentou aulas de Guanaes Netto, em São Paulo, e licenciou-se em desenho, plástica a gravura na Faculdadede Belas Artes de São Paulo, entre 1971 e 1974.
Morou ainda um período no Brooklin, antes de se instalar em 1987 na periferia de Diadema, onde reside até hoje em sua casa-ateliê. Ele vive com a mulher Mônica Lencioni, escultora, e com o único filho, José Vitor, designer gráfico.
Em determinados períodos, para garantir a subsistência, ele já foi publicitário, carpinteiro, marceneiro, serralheiro e professor. Construiu sua trajetória atuando como artista plástico e poeta. Suas criações foram fortemente marcadas pelo retrato do cotidiano, em especial, da periferia da cidade de São Paulo.
Durante 57 anos de incansável dedicação, produziu uma vasta obra que é composta por milhares de desenhos, pinturas, esculturas, cerâmicas, gravuras e registros textuais. A obra sempre tão atenta à realidade social com grande sensibilidade artística e poética, permanece atemporal em intenso diálogo com a atualidade.
Em 22 de janeiro de 2021, foi fundado no bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo, o Instituto Casa Antonio Vitor (ICAV). Nossos principais objetivos são a preservação do acervo do artista; a promoção da pesquisa e da divulgação da sua obra; e o fomento da interação do público com a arte, a cultura e a educação, a partir de programas transdisciplinares que promovam um diálogo com as diversas manifestações culturais e os mais variados campos do conhecimento, somando forças na descentralização de aparelhos culturais para além do centro, fortalecendo a produção artística periférica.