Nesta sexta-feira (8) é comemorado o Dia do(a) Artista Plástico(a), profissional que cria obras visuais como pintura, esculturas, desenhos e instalações, manipulando materiais como tinta, argila, madeira e metal, para expressar ideias e emoções. O Estado do Pará é um celeiro de grandes artistas plásticos que ganharam projeção nacional e internacional, com obras expostas em museus do mundo todo. Alguns exemplos são: Emmanuel Nassar, Dina Oliveira, Rafael Mateus Moreira, Pablo Mufarrej, Marinaldo Santos, Berna Reale, Jorge Eiró, Geraldo Teixeira, Ruma de Albuquerque, Elieni Tenório, Orlando Maneschy, Emanuel Franco, PV Dias, entre outros.
Em referência à data, o Centro Cultural Banco da Amazônia promoverá uma Leitura de Portfólio para artistas emergentes. A programação gratuita, nesta sexta-feira (8), às 10h, no 1º andar do centro cultural, com a curadora Vânia Leal, tem vagas limitadas e faz parte da exposição Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense, que segue aberta no centro cultural até 14 de junho e reúne trabalhos de mais de 130 artistas paraenses. A mostra, com obras do colecionador Eduardo Vasconcelos, tem curadoria de Vânia Leal e congrega mais de 60 anos de história das artes visuais produzidas no Pará.
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A Leitura de Portfólio é uma atividade muito esperada por artistas emergentes. Segundo Vânia Leal, trata-se de uma oportunidade singular para artistas do estado, oferecendo um momento dedicado de escuta atenta, análise e orientação junto à curadoria. Para ela, esse processo vai além de uma simples avaliação de trabalhos: é, antes de tudo, um espaço de reconhecimento e de abertura para novas possibilidades. Muitas vezes, o portfólio nasce em um contexto de solidão criativa, e a leitura propõe justamente o diálogo crítico e sensível, permitindo ao artista enxergar sua produção sob novas perspectivas.
Esse encontro também funciona como uma pausa necessária. “Há artistas que produzem de forma contínua e intensa, sem conseguir perceber as conexões e potências presentes em sua própria trajetória. Nesse sentido, o olhar externo de um(a) curador(a) — alguém com experiência no circuito artístico e familiaridade com editais e processos de seleção — contribui para organizar narrativas, identificar coerências e reconhecer níveis de maturidade poética”, explica Vânia. Ela destaca ainda que esse momento pode ser decisivo, pois abre caminhos não apenas no âmbito profissional, mas também para oportunidades como exposições, residências, editais e inserção em redes de circulação.
Ela ressalta ainda que a Leitura de Portfólio fortalece o que chama de “ecossistema cultural vivo”, estimulando a formação crítica, a troca de ideias, a construção de redes afetivas e a ampliação da visibilidade de artistas locais. “Além disso, ajuda na profissionalização, especialmente para aqueles que, embora produzam trabalhos potentes, enfrentam dificuldades na organização de seus portfólios e discursos”, avalia.
Essa dificuldade impacta diretamente o acesso a oportunidades mais amplas, como editais nacionais — a exemplo dos promovidos pela FUNARTE — nos quais a região Norte ainda apresenta baixa participação. “Nesse contexto, a Leitura de Portfólio atua como uma ponte entre a produção artística e sua circulação em níveis nacional e internacional, auxiliando artistas a compreender e acessar o circuito institucional da arte”, destaca Vânia.
Por fim, Vânia frisa a importância da criação de redes. “Encontros como esse frequentemente geram desdobramentos futuros, como colaborações, exposições, projetos curatoriais, residências e publicações. Para curadores, inclusive, é uma oportunidade de identificar artistas para trabalhos futuros. Assim, o impacto da atividade ultrapassa o momento do evento, reverberando ao longo do tempo e fortalecendo vínculos entre artistas, instituições e territórios”, pontua.
As vagas são limitadas e, para se inscrever na Leitura de Portfólio, basta acessar o link disponível na Bio dos instagrams @bancoamazoniacultural e @colecaoeduardovasconcelos. Os participantes receberão certificado.
A exposição Trajetórias
Segundo o colecionador Eduardo Vasconcelos, que coleciona desde 2011 — e hoje possui um acervo de mais de 900 obras, entre pinturas, esculturas, gravuras e objetos diversos — a programação desta sexta-feira, dentro da exposição Trajetórias, é essencial para artistas iniciantes, pois oferece um olhar externo que ajuda a identificar forças e pontos a desenvolver no trabalho. “Esse diálogo amplia o repertório, fortalece a forma de comunicar ideias e impulsiona o amadurecimento artístico. Além disso, pode gerar oportunidades como exposições, residências e parcerias, tornando-se um momento decisivo na trajetória do artista”, avalia.
A exposição Trajetórias segue em cartaz no Centro Cultural Banco da Amazônia com entrada gratuita. A mostra é uma realização do Governo do Brasil e do Banco da Amazônia, com patrocínio do Banco da Amazônia, e foi vencedora do primeiro edital de ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia. “A realização desse primeiro edital vem para reafirmar o compromisso do Banco da Amazônia como um impulsionador da cultura, para reconhecer e valorizar ações artísticas e culturais regionais, bem como a diversidade cultural, étnica, social e territorial da Amazônia. Outro ponto de destaque é a democratização do acesso à cultura, tendo em vista que a programação do Centro Cultural é gratuita e, no que concerne à mostra Trajetórias, essa disponibiliza aos visitantes obras de um acervo privado”, destaca Ruth Helena Lima, gerente de Marketing, Comunicação e Promoção do Banco da Amazônia.
A exposição percorre um arco temporal que vai de 1959 até 2026, evidenciando a diversidade de linguagens, gerações e contextos que constituem a arte contemporânea na região. “Esta exposição busca aliar poéticas diversas, perfazendo uma gama ampla de artistas, o que demonstra a qualidade artística produzida durante esse período temporal. Acreditar nessa produção artística, no quanto ela representa hoje e para gerações futuras, é a força motriz que impulsionou este recorte, que tem como principal parceiro e patrocinador, o Banco da Amazônia e seu Centro Cultural”, destaca o colecionador Eduardo Vasconcelos.
A mostra não se organiza como uma linha do tempo tradicional, mas como um campo de encontros. Pintura, fotografia, objeto, instalação e vídeo se entrecruzam em um percurso que evidencia a potência da visualidade amazônica, marcada por hibridismos culturais, questões identitárias e relações com o território.
Para a curadora Vânia Leal, a exposição Trajetórias representa um gesto curatorial e também político. “Trajetórias marca um ponto importante ao reunir tantos artistas com representatividade nas artes visuais do Pará, entre 1959 até o momento atual. Não se trata de uma linha do tempo, mas de um encontro de linguagens, gerações e contextos diferentes”, destaca. Ela também ressalta o caráter reparador da exposição. “O diferencial desse recorte potente é o gesto de reinscrever artistas que, por diferentes razões, foram deslocados ou silenciados, ampliando o debate crítico e sensível sobre a arte contemporânea paraense”, esclarece.
Diversas programações ao longo da exposição
Além da programação desta sexta-feira, irão ocorrer diversas outras programações ao longo da exposição Trajetórias, incluindo ações educativas, visitas mediadas, rodas de conversa, oficinas e conteúdos digitais acessíveis, ampliando o alcance e a democratização do acesso à cultura. Ao longo do período expositivo haverá ainda o lançamento de um livro com a catalogação do acervo exposto, o qual será distribuído gratuitamente.
Para conferir a programação educativa e seus respectivos horários, basta acessar os Instagrams @bancoamazoniacultural (Centro Cultural Banco da Amazônia) e @colecaoeduardovasconcelos (Coleção Eduardo Vasconcelos) ou os sites www.bancoamazonia.com.br/centrocultural e www.colecaoeduardovasconcelos.com.br. Qualquer pessoa pode visitar a exposição sem necessidade de agendamento. Apenas visitas em grupo precisam ser agendadas (como turmas de escolas, universidades, …). Os agendamentos de grupos podem ser feitos pelo email colecaoeduardovasconcelos@gmail.com. A exposição garante acessibilidade, com elevadores, obras com audiodescrição e intérpretes de Libras (sob agendamento prévio).
Serviço
Centro Cultural Banco da Amazônia promove leitura de portfólio para artistas emergentes no Dia do(a) Artista Plástico(a), dentro da exposição Trajetórias
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia – Av. Pres Vargas, 800
Data: 8 de maio de 2026
Entrada: gratuita
Horário: 10h
Público: programação para artistas plásticos
Inscrições: no link localizado na Bio do Instagram
Informações sobre as programações: @bancoamazoniacultural (Instagram Centro Cultural Banco da Amazônia); @colecaoeduardovasconcelos (Instagram Coleção Eduardo Vasconcelos)
Sites:www.bancoamazonia.com.br/centrocultural e www.colecaoeduardovasconcelos.com.br.